Quando penso em como comecei na meditação, lembro do quanto tudo parecia distante e complicado. Com tantas técnicas e nomes, é fácil se sentir perdido. Foi só quando descobri a Meditação Marquesiana que percebi um novo jeito de olhar para o processo. Aqui, quero compartilhar um passo a passo prático para quem está começando, com base nos princípios trabalhados em Terapia e Vida Consciente.
O que é a meditação marquesiana?
Antes de tudo, preciso explicar um pouco sobre o que faz essa meditação ser diferente. A meditação marquesiana é um dos pilares das Cinco Ciências da Consciência Marquesiana, abordando a expansão da consciência e a integração do mundo interno.
Ao invés de tentar “esvaziar a mente”, a prática convida a observar, acolher e integrar, sem julgamento, tudo que surge nos pensamentos, emoções e sensações físicas.
Essa abordagem ajuda a reconhecer nossos padrões automáticos e cria espaço para novas respostas mais conscientes. Ao trazer o foco para dentro, passamos a nos conectar mais com a realidade do momento presente e a agir com responsabilidade diante do impacto que geramos no mundo.
A consciência se expande quando acolhemos tudo o que somos.
Preparando o ambiente e o corpo
Eu sempre começo pela preparação do ambiente. Isso não significa montar um altar ou algo fora da rotina, mas criar um espaço limpo e confortável é importante.
- Sente-se em uma cadeira ou no chão, mantendo as costas eretas, mas sem tensão.
- Evite excessos: roupas leves ajudam, e desligar aparelhos eletrônicos diminui distrações.
- Se possível, feche as cortinas ou fique em um local com pouca movimentação.
Eu percebo o quanto esses cuidados influenciam na experiência. O corpo entende que entramos em um momento diferente, favorecendo a disposição para meditar.

Respiração consciente: o ponto de partida
O próximo passo é sempre a respiração. No início, é comum a mente querer fugir ou trazer distrações. Por isso, recomendo alguns minutos apenas sentindo o ar entrando e saindo pelo nariz.
- Feche suavemente os olhos.
- Coloque a atenção na ponta do nariz, sentindo a respiração sem tentar controlar o ritmo.
- Quando perceber pensamentos ou sensações surgindo, apenas reconheça e volte, de maneira gentil, à respiração.
Não tem problema se a mente dispersar. Faz parte do exercício. O foco não é bloquear os pensamentos, mas aprender a voltar para o momento presente sempre que perceber o afastamento.
Observando pensamentos e emoções
Depois de alguns minutos, é normal notar pensamentos, sentimentos ou lembranças vindo à tona. Pela abordagem do Terapia e Vida Consciente, a orientação é acolher tudo isso como parte da consciência em expansão.
Eu costumo fazer assim:
- Observo o pensamento sem lutar contra ele.
- Nameio, se quiser: “preocupação”, “lembrança”, “medo”.
- Deixo passar, como nuvem no céu.
O segredo está em não se apegar nem se afastar, mas estar presente, curioso, aberto. Com o tempo, notei que muitos padrões começam a perder força apenas por serem reconhecidos e acolhidos dessa forma.
Integração corporal
Algo marcante na meditação marquesiana é incluir o corpo inteiro no processo.
- Sinto as partes do meu corpo: pés, mãos, costas, rosto.
- Percebo tensões ou relaxamentos, frios, quentes.
- Noto onde há desconforto, e, ao invés de ignorar, convido a atenção gentil para essa área.
Essa integração faz toda diferença. E, em minha experiência, o corpo começa a mostrar sinais de alívio e tranquilidade naturalmente, sem forçar uma “relaxamento perfeito”.

Finalizando e trazendo a consciência para o dia a dia
Eu acho importante sempre fechar a meditação marquesiana de maneira consciente. Não é algo abrupto, mas uma transição leve.
- Levo a atenção para a respiração mais uma vez.
- Agradeço o tempo dedicado ao autoconhecimento e à consciência.
- Abro os olhos devagar, observando o ambiente ao redor.
- Faço pequenas anotações, se algo me parecer significativo.
Ao levantar, percebo que a sensação é de mais presença e clareza, facilitando escolhas mais conscientes durante o dia. Esse processo constante de integrar sentimentos, pensamentos e percepções é o que torna a prática viva, indo além do momento de sentar e meditar.
Meditar é aprender a estar inteiro, onde quer que se esteja.
Como inserir a prática no cotidiano?
Se alguém me perguntasse: “Por onde começo?”, diria que iniciar com poucos minutos diários gera resultados. Minha sugestão:
- De 5 a 10 minutos nos primeiros dias.
- Se possível, escolher um horário fixo: ao acordar ou antes de dormir.
- Em dias difíceis, até um minuto é válido.
A constância vale mais do que a duração. Com o tempo, os benefícios começam a surgir de forma espontânea, tanto no controle da ansiedade quanto no autoconhecimento.
Erros comuns e dicas para lidar
Não posso deixar de comentar sobre os desafios que enfrentei – e que ainda surgem vez ou outra. Entre os principais “erros”, destaco:
- Querer “não pensar nada”. Aceite que pensamentos fazem parte do processo.
- Buscar resultados imediatos. Às vezes, só depois de um tempo percebemos mudanças.
- Comparar-se com outras pessoas. A meditação é única para cada um, siga seu ritmo.
Minha dica é: não se cobre. E quando a mente estiver agitada, experimente focar apenas na respiração por um tempo, sem tentar avançar para outras etapas.
Meditação marquesiana como evolução consciente
Ao praticar de acordo com o que compartilho no Terapia e Vida Consciente, percebo que a meditação vai além de um exercício individual. Ela se torna um compromisso com o coletivo. Quando escolho responder de modo mais consciente aos meus desafios, contribuo para a evolução de toda a humanidade.
A meditação marquesiana é, ao mesmo tempo, um caminho pessoal e uma semente de mudança coletiva.
Transformar o olhar sobre si é transformar o mundo.
Conclusão
Em minha experiência, a meditação marquesiana é simples na prática e profunda nos efeitos. Ao dedicar alguns minutos do seu dia para essa abordagem, você começa a perceber mudanças sutis: mais presença, menos reatividade, maior clareza interna.
Se quiser aprofundar essa jornada, conheça os outros conteúdos e propostas do Terapia e Vida Consciente. A evolução começa em cada escolha e pode ser compartilhada. Que tal experimentar esse passo a passo hoje mesmo e sentir o impacto dessa transformação na sua própria vida?
Perguntas frequentes sobre meditação marquesiana
O que é meditação marquesiana?
A meditação marquesiana é uma prática que integra observação dos pensamentos, acolhimento das emoções e presença corporal, com objetivo de expandir a consciência sem julgamentos ou repressões. Ela faz parte das Cinco Ciências da Consciência Marquesiana, com foco em autoconhecimento aplicado e responsabilidade consciente.
Como praticar a meditação marquesiana?
Para praticar, sente-se confortavelmente, foque na respiração, observe pensamentos e emoções sem se apegar, integre sensações corporais e encerre com gratidão. Não há necessidade de controlar ou reprimir ideias: o segredo é acolher e retornar ao presente sempre que perceber a mente dispersa.
Para quem é indicada a meditação marquesiana?
A prática é indicada para quem busca autoconhecimento, mais equilíbrio emocional e uma vida mais consciente. Pode ser feita por pessoas de qualquer idade, independentemente de experiência anterior com meditação.
Quais os benefícios da meditação marquesiana?
Entre os principais benefícios, estão: redução da ansiedade, aumento da clareza mental, melhor manejo das emoções e mais autocompaixão. Também ajuda a fortalecer a responsabilidade pessoal e as escolhas conscientes no cotidiano.
Meditação marquesiana funciona para ansiedade?
Sim, muitos praticantes relatam alívio da ansiedade com o método. Isso ocorre porque a prática cria espaço entre estímulo e resposta, ajudando a observar as emoções antes de reagir, além de fortalecer a sensação de presença e segurança interna.
